Como avaliar um médico

Quando entro em um avião, procuro escolher uma companhia confiável, com bom histórico, boa manutenção, equipamento moderno, que dê sensação de segurança e de eterna busca para o aperfeiçoamento do seu trabalho. Quando meu carro enguiça eu também procuro ouvir experiências de amigos, ou seja indicações de bons profissionais, com boa reputação e resolutividade a um custo justo.


Nestas duas situações a semelhança é que eu não entendo nada de aviões ou motores de carro e preciso de um mínimo de orientação para me sentir seguro nestas situações, as quais não domino.

O mesmo deve acontecer quando uma pessoa procura assistência médica.Existem alguns quesitos fáceis de serem avaliados e podem trazer mais confiança e resolução aos tratamentos.

Um bom médico faz sempre uma boa história clínica do paciente (anaminese), aonde ele pretende conhecer seu passado médico, desde sua infância, também alguns dados sobre seus familiares diretos (consangüíneos); algumas doenças tem origem genética, familiar ou são transmissíveis. Suas cirurgias se por ventura houverem (mesmo as estéticas), remédios que toma e alguns que tomou, alergias e etc. Aliado a estes dados um bom exame físico, avaliando pontos chaves de todo organismo e alguns específicos para a queixa do momento, são fundamentais.

Aqui você já pode ter feito um bom diagnóstico de quem está lhe atendendo. Lembre-se ninguém sabe tudo. Aquele que se acha auto-suficiente, ou age assim possivelmente não é a melhor opção.

Alguns trabalhos americanos, mostraram, que doenças do coração tratadas por cardiologistas tem melhor evolução clínica, do que quando por não especialistas, ou seja, em alguns casos, o especialista consegue melhores resultados no tratamento de algumas patologias, por estarem mais treinados e atualizados neste assunto.

Não procure um profissional que vá lhe dizer aquilo que você gostaria, mas siga sim o que propor aquele que lhe inspirar mais confiança, isto é fundamental para um tratamento dar certo. Não procure vários médicos ou fique procurando um que vá lhe propor ou que você ache que fará um milagre. Às vezes quem fica mais perdido é o próprio paciente.

Uma segunda opinião é bem – vinda, se você estiver inseguro(a) com alguma decisão muito importante, como uma cirurgia por exemplo. Mas ouça bons profissionais, envolva o seu médico na escolha, peça alguns nomes, ele não se ofenderá, se estiver seguro e for bom profissional.

Fique atento(a) a propostas mirabolantes , ou certeza de cura para tudo, infelizmente ainda não temos respostas para tudo.

Médicos que fazem várias especialidades ao mesmo tempo, terão dificuldades de estar atualizados. Hoje as especialidades são enormes e às vezes elas mesmas estão subdivididas. Por exemplo, existem cardiologistas que só tratam arritmias, existem cirurgiões que só operam mãos e assim por diante.

Hospitais famosos pelo mundo afora, ambientes bonitos, endereços nobres não são garantia de bons tratamentos. Conheço famosas instituições que além de excelentes profissionais, também contam nas suas fileiras com pessoas de fraco desempenho.

Conheço histórias de brasileiros ricos, que foram tratar-se fora, no intuito de ter melhor assistência e são acompanhados por pessoas de fraco desempenho, pior que a maioria dos nossos e tem a ilusão de que porque falam outra língua, prestam melhores serviços.

Medicina não é matemática, os livros aonde aprendemos, nos encaminham, mas as doenças e os doentes são diferentes, até mesmo as respostas aos medicamentos podem ser individuais.

Procure aqueles que estão sempre tentando se atualizar, que lhe explique como funciona tal doença e porque está é a melhor forma de tratar.

Uma montanha de exames, ou de medicamentos não é sinônimo de bom tratamento.Tenha cuidado com fórmulas milagrosas, que tentem fazer por você aquilo que você tem preguiça de fazer.

Procure comprovação para propostas alternativas, tenha certeza que o tratamento proposto já passou por vários testes sérios, envolvendo número grande de pacientes.

Confie no bom médico, siga suas recomendações, jamais minta para ele e, principalmente, nunca se auto medique, aumentando, diminuindo, substituindo ou interrompendo qualquer tratamento sem primeiro conversar com ele.

Mesmo você não entendendo nada sobre medicina, não será difícil avaliar um bom profissional. Não é a proximidade de sua casa ou trabalho ou facilidade de acesso profissional que lhe trará mais saúde.

Facebook

Blog

Entre em Contato

Nome *

Assunto

Mensagem