Infarto

Um dos conceitos básicos da medicina de hoje, principalmente para a cardiologia, é que a segurança e os benefícios terapêuticos de um procedimento, seja com medicamentos, cirurgias, ou qualquer tipo de exame ou intervenção, devem estar baseados em estudos randomizados com potência suficiente através de resultados na morbidade e mortalidade cadiovascular, comparando uma nova proposta com outra tradicional para pacientes semelhantes.

Partindo dessa premissa, podemos afirmar que procedimentos meramente observacionais ou baseados unicamente na experiência isolada, ainda que seja do mais experiente técnico, não é o suficiente para validar ações vem para qualquer tipo de comprovação científica.

Prevenção Secundária de Eventos Coronarianos

Trata-se de trabalho que venho desenvolvendo há dois anos e meio, o qual conta hoje com 2.500 pacientes que tenham infartado e se submetido a cirurgia de vascularização (ponte de safena e/ou mamária), ou a angioplastia ( com ou sem a colocação de STENT). A idade média é de 64 anos, sendo 69% homens.

Os fatores de risco mais encontrados foram hipertensão arterial, tabagismo, história familiar de eventos coronarianos, alterações de colesterol e suas frações e o sedentarismo (definido como atividade física menos de 3 vezes por semana).

Nota-se que tirando o cigarro as mulheres têm maior presença em todos os fatores comparados aos homens. > Também achamos um maior acúmulo de risco em pacientes com menos de 55 anos comparados aos com mais de 65 anos.

Sabendo-se que uma pessoa que possua 2 ou mais fatores de risco tem risco aumentado de apresentar obstruções coronarianas, encontramos neste grupo um elevado percentual (64%) de pacientes com 3 ou mais fatores.

Concluímos, então, que as mulheres e os mais jovens em particular têm sinais marcantes de maior risco, o que permitiria um diagnóstico mais precoce, evitando danos definitivos, retardando ou mesmo evitando a doença.


De um modo geral, nota-se ser possível, através da história clínica do paciente e do exame físico, a identificação deste grupo mais vulnerável como um todo. Estes dados servem de alerta para aqueles que não desejam desenvolver esta patologia.


Não é necessário abrir mão dos prazeres da vida, entretanto, para se viver mais, é preciso cortarmos os excessos e não fumar, esta sim a única proibição definitiva

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