Insuficiência Cardíaca

O principal papel do coração é bombear a quantidade adequada de sangue para todas as partes do corpo. Permitindo a chegada de oxigênio nos tecidos para seu funcionamento e levando embora os produtos que sobram.

Quando o coração perde sua força contrátil e aumenta de tamanho, perde esta capacidade e entra em falência.

A insuficiência cardíaca é uma das doenças do coração cuja incidência no mundo é a que mais tem crescido.

Nos Estados Unidos atinge em torno de 4.600.000 pessoas, com cerca de 400.000 novos casos por ano; cerca de 10 em cada 1000 pessoas acima de 65 anos.

A mortalidade desta patologia é de 50% em 5 anos; sendo pior o prognóstico para os homens em relação às mulheres.

Já é a causa mais freqüente de internação acima dos 65 anos, que custou ao governo americano 3,4 bilhões de dólares em 1995 e responde pela maior parte do dinheiro gasto com esta patologia.
No Estado do Rio de Janeiro é a terceira maior doença em gastos e internações e é a líder no segmento cardiovascular.

A causa para tamanho crescimento provém do envelhecimento da população; da melhoria dos tratamentos para algumas doenças permitindo ao paciente viver mais e, portanto, atingir estágios aos quais ele não chegava, pois falecia antes.

Três outra causas são muito importantes no nosso meio: a primeira é o tratamento inadequado da hipertensão arterial (esta em 75% dos pacientes que tem insuficiência cardíaca), com controle inadequado das cifras tensionais, parte porque muitos pacientes não têm sintomas e acham que nada está acontecendo e param ou nem começam o tratamento; outros simplesmente não têm condições de comprar os remédios.

A segunda é causada pela doença coronariana, principalmente após o infarto agudo do miocárdio; boa parte dos enfermos ficam circulando em ambulâncias procurando um lugar para internação ao invés de iniciar imediatamente o tratamento com trombolíticos, o que poderia com certeza diminuir a área infartada e salvar vidas a baixo custo.

A terceira é que, além de se fornecer as medicações (alguns necessitam 4 ou 5 tipos diferentes), eles necessitam de orientações sobre alimentação; por exemplo, um consumo maior de líquidos ou de cloreto de sódio (sal) podem descompensar um paciente. Note que 28 a 52% dos pacientes são reinternados em 90 dias, sendo que mais de 50% por terem consumido mais líquidos do que deviam e, ainda, menos de 50% estão fazendo uso da medicação corretamente.

Engordar também não é bom, aumenta o trabalho do coração e diminui a qualidade de vida. Controlar o peso com regularidade pode ajudar a evitar a descompensação por retenção líquida, pesar mais pode significar pior performance do coração.

É inacreditável que o governo não seja capaz de fazer uma pequena conta para saber que um programa bem estruturado é infinitamente mais barato que as inúmeras internações ocasionadas por falta de medicamentos e/ou desinformações sobre procedimentos simples e básicos. 

Facebook

Blog

Entre em Contato

Nome *

Assunto

Mensagem