Para aonde caminha a medicina?

Nas ultimas décadas a medicina andou e evoluiu a passos largos, muitas evidencias foram reveladas, muitas formas de tratar foram tão modificadas que em algumas situações elas mudaram 100%. O tratamento do infarto no coração, por exemplo, hoje nem de longe parece com o que se fazia à 30 anos atrás, foi introduzido o cateterismo e o tratamento invasivo na fase aguda.

Hoje as ações são baseadas em grandes estudos com milhares de indivíduos por vários anos e não mais na experiência pessoal ou de um grupo de médicos. Observações com poucos pacientes sem controle são base apenas para serem  levantadas hipóteses e não credenciam qualquer tipo de ação por si só. 

A qualidade dos exames e das imagens obtidas cada vez trazem mais detalhes, chegando mesmo a trazer a sensação de que estamos vendo órgãos como se estivessem fora do corpo da pessoa, na nossa mão e permitindo observa-los sob vários ângulos.

As cirurgias cada vez menos invasivas e quando necessárias, são mais precisas algumas realizadas através de robôs e até mesmo à distancia.  

As opções dos acadêmicos de medicina também têm mudado, especialidades clinicas perdem terreno como por exemplo a pediatria, os jovens cada vez mais optam pelos ramos mais rentáveis da medicina e/ou aqueles que tem algum valor agregado. Isto esta trazendo uma crise de quantidade e qualidade nas especialidades clinicas.

Nos tratamentos também veremos muito em breve grandes mudanças, estaremos abandonando remédios com efeitos no corpo inteiro e não somente nos lugares que os necessitam. Passaremos a usar remédios mais espertos que irão direto ao local doente e agirão localmente. Estamos na era da nanoterapia.

Vários estudos tentam também desvendar porque alguns tecidos se reproduzem e outros não. O fígado é capaz de se regenerar como os ossos, por exemplo, e outros como o coração e o cérebro não. Esta descoberta trará solução para um sem numero de doenças ou falência de órgãos.

Uma das pesquisas mais interessantes que tenho acompanhado no campo da cardiologia é da pesquisadora americana Dra Doris A. Taylor diretora do centro de reparo cardiovascular da Universidade de Minnesota. Ela consegue retirar todas as células de um coração de rato (descelularização) e deixa-lo só com sua estrutura, e semeando uma célula pulsátil que injetada na estrutura vazia mas preservada, o coração volta a bater e funcionar normalmente é a porta para a criação de um coração bio artificial. 

A partir do momento que conseguirmos regenerar todos os tecidos acabam-se as doenças e as pessoas provavelmente vão morrer só de acidentes. Vida eterna?  

A medicina evolui fica mais cara, mas fica mais precisa, mais tecnológica.

Mas estará esta medicina ao alcance de todos? O governo e os planos de saúde estarão preparados para isto e para pessoas vivendo cada vez e para isto necessitando uma medicina mais sofisticada?

Apesar de todos os avanços e da tecnologia é preciso saber que nada substitui um bom medico, aquele que houve atentamente a historia do paciente, de sua família e faz um exame físico criterioso. 

Não se pode esquecer, os exames são complementares. A que? A avaliação inicial do medico e não das maquinas. 

    

 

Facebook

Blog

Entre em Contato

Nome *

Assunto

Mensagem